As irmãs De Castro.

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As irmãs De Castro, eram umas belas raparigas, muito simpáticas, e pertenciam a uma familia muito conhecida da Classe média alta e que vivia em Coimbra. Os pais eram donos de uma grande joalharia de nome, “Familia Castro”, que ficava no centro da cidade,  e que já estava na família por muitas gerações.

A família De Castro, era constituída pelo Sr. Dr. João, e a Sra. Inês De Castro, duas filhas e um filho. A irmã mais velha chamava-se Maria, o irmão do meio chamava-se Carlos, e a irmã mais nova chamava-se Lúcia De Castro.

A Maria De Castro, já tinha os seus 22 anos, era de estatura média, como também era a sua mãe Inês De Castro, ambas eram muito elegantes. Tinha olhos verdes, era ruiva de cabelo curto e encaracolado. Tinha um rosto muito feminino, era simpática, mas um pouco tímida, ela era uma mulher muito responsável, e era como uma segunda mãe para seus irmãos mais novos. Desde os seus 14 anos, a mãe começou a lhe dar responsabilidades de que devia de ter para ser uma boa dona de casa, e também a responsabilidade de cuidar dos seus irmãos mais novos, porque ela mais o marido costumavam viajar muito por causa do seu negócio de família, que os obrigava a isso.

Agora vou falar um pouco da personalidade do filho do meio, chamava-se Carlos De Castro, tinha 20 anos de idade, era alto como seu pai, o Sr. Dr. João De Castro, era moreno de olhos azuis, era um rapaz muito educado, responsável e muito simpático. Carlos andava a tirar um curso superior de Economia, mas nos tempos livres lá ia ele ajudar os seus pais na joalharia de família.

Falando da irmã mais nova com o nome de Lúcia De Castro, tinha 16 anos, e era uma rapariga muito extrovertida, alegre, e muito simpática como todos os elementos da família o eram. De olhos verdes, tês clara, magra, alta, muito elegante, era loura com um corte de cabelo curto e encaracolado. Era a mais rebelde de todos eles, e tinha uma personalidade alegre, ela era o oposto de sua irmã mais velha.

Falei um pouco acerca da família das irmãs De Castro, para ficarem a saber um pouco mais deles, e poder falar um pouco mais acerca delas as duas e dá cumplicidade que existia entre elas.

A Maria era uma rapariga muito certinha que gostava de seguir as regras da sociedade, e da família muito corretamente. Era exigente com os seus irmãos mais novos, e gostava de os ensinar os ensinamentos e conhecimentos que tinha obtido através de seus pais e seus Avós. Era muito organizada em tudo aquilo que fazia. Era uma excelente dona de casa e adorava tudo o que tivesse relacionado com a casa, e que pertencia aos deveres de uma mulher dessa época.

A Lúcia era mais rebelde, ela queria ser independente e queria entrar na escola superior, como o seu irmão. Não era muito dada ás coisas de casa, ou tudo aquilo que tivesse a haver com isso, mas contrariada lá ia aprendendo as coisas. A irmã bem tentava lhe impor regras, e ensina-la a ser também uma boa dona de casa, como os seus antepassados lhe tinham feito também, mas a Lúcia não era muito virada para esses costumes. Para ela uma mulher devia de ser livre para as suas escolhas, e não devia de ceder às pressões que a sociedade impunha ao comportamento delas por serem  mulheres. Ela adorava ler livros complicados, e de ler  o jornal de notícias diariamente, e assim ficar mais informada com as notícias que ocorriam á sua volta. O sonho dela era poder tirar a carta de condução, que nessa época era uma tarefa totalmente masculino, e se as mulheres demontracem esse desejo, era uma falta de respeito aos Senhores.  Os homens eram os donos e senhores do Mundo, enquanto as mulheres tinham que ser submissas, e eram ensinadas a ser  boas donas de casa, e esposas obedientes a seus esposos, e que infelizmente eram muito abusivos com elas. Elas tinham que se calar e fazer aquilo que eles queriam, senão  corriam o risco de ser mal tratadas ou castigadas por eles.

Lúcia queria ser alguém muito respeitada pela sociedade em geral num futuro próximo,  e queria lutar pelo direito das mulheres mais vulneráveis. Ela queria conseguir mudar um pouco a mentalidade masculina que existia na época, e assim ficar para a história. Ela era muito ambiciosa e queria seguir advocacia, coisa que nessa altura não era matéria para as mulheres, mas sim para os homens que assim quisessem  seguir, porque eles é que eram as pessoas ideais para aquele tipo de cargos.

Tirando isso a relação das irmãs era de muita cumplicidade, e no fundo a irmã mais velha concordava com as ideias da irmã mais nova, mas tinha que manter aquela postura, que seus antepassados lhe tinham imposto e ensinado desde sempre. Ás vezes até conseguia arranjar alguns livros para a sua irmã ler, e alguns jornais também, que ela conseguia tirar da biblioteca de casa  ás escondidas de seu pai. Nessa época não era permitido as mulheres lerem esse tipo de leituras. Lúcia adorava esse tipo de leitura, a irmã mais velha lia mais livros de romance, plantas, e da natureza em geral, ou de receitas, este tipo de leitura tinha mais a haver com ela.

Eram umas irmãs muito unidas, e costumavam andar sempre juntas, gostavam de percorrer as ruas da cidade de Coimbra, e também pelas margens do rio Mondego, que era muito calmo, e trazia muita paz aos caminhantes. Coimbra era uma cidade lindíssima, e muito calma. Elas gostavam de fazer compras juntas por aquelas grandes lojas que por lá existiam e que ficavam perto de sua casa. Também gostavam de dar longos passeios pelos jardins da Quinta das Lágrimas, que era muito lindo e enorme, tinha muitos espaços verdes, nesses espaços podia-se fazer picnics, tinha muito arvoredo, flores variadas,  vários lagos de diferentes tamanhos, algumas ruínas cheias de mistérios, realmente era um jardim maravilhoso, e muito bem cuidado.

Apesar de terem personalidades tão diferentes,  protegiam-se mutuamente, eram as melhores amigas e confidentes uma da outra. Tinham uma diferença de 6 anos uma da outra, mas não podiam viver uma sem a outra. Elas complementavam-se, mas entendiam-se ás mil maravilhas, o que uma podia ter a mais a outra tinha a menos, tornando-se assim inseparáveis. Eram o braço direito uma da outra.

Uma era muito aventureira a outra não era tanto, mas juntas tornavam-se mais fortes, e aventuravam-se as duas a percorrer por locais menos convidativos, e assim poderem ajudar as mulheres mais pobres e vulneráveis que existiam por lá. Elas conseguiam dar-lhes algum conforto, apoio e comida quando era perciso. Ás vezes se essas pobres mulheres pediam à Maria para as ensinar a cozinhar, e aprender a ler e a escrever, enquanto Lúcia olhava pelos filhos mais pequenos ou também ensinava a ler e a escrever os filhos menores dessas pobres Senhoras. e tinham poucos meios de subsistência. Eram conhecidas pelas irmãs benfeitoras, e que estavam sempre prontas as ajudar quando elas mais precisavam. Os pais sabiam desses passeios das filhas pelos locais mais pobres, e davam-lhes muito apoio para elas continuarem a fazê-lo, apesar de receosos pela segurança delas no meio daqueles perigos que por lá haviam. Por isso exigiam sempre que elas fossem pela manhã, pois havia mais movimento e mais vigilância nas ruas. Elas seguiam o conselho de seus pais.

Estas duas irmãs tinham um coração de ouro, e do ”tamanho do Mundo”, eram muito simpáticas e bondosas. Todos gostavam da maneira de ser delas, e admiravam-nas pela atenção que elas tinham pelos mais vulneráveis. Os pais tinham muito orgulho nelas, e por ambas serem assim como eram.

Ambas tinham pretendentes interessados nelas, mas andavam demasiado ocupadas as duas para pensarem em casamento, ou terem um relacionamento mais sério naquele momento de suas vidas. Os pais gostavam que elas pensassem de maneira diferente, e achavam que pelo menos a mais velha já devia de pensar em ter um relacionamento e se casar, mas ambos respeitavam a decisão dela, e não exigiam isso dela.

Assim termino esta linda história acerca das  irmãs De Castro as benfeitoras e respeitadas em seu meio…! 😉😊

Espero que tenham gostado do texto.

Nota: Este texto foi imaginado por mim, e mais uma vez recorri á internet para encontrar a imagem que tivesse a haver com a história que vos quis contar.

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